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“A única coisa boa de morrer de amor é que você continua vivo”. Dentre as centenas de frases sensacionais que permeiam o primeiro longa do novato diretor Matheus Souza, essa foi a que mais me chamou a atenção. É a síntese perfeita do que o roteiro nos propõe. É ver pra crer.
O roteiro, obra também de Matheus, narra a história de Tom (Gregório Duvivier), um sujeito meio nerd, aficionado pelo seu mundo, preste a subir para fazer uma prova na faculdade, quando é “enquadrado” por sua namorada (Érika Mader) que avisa que está abandonando-o e, dentro de uma hora, está indo embora para um lugar que não pode revelar. E, nesse tempo que ainda lhes restam juntos, resolvem passear pelo campus fazendo um balanço bem humorado de suas vidas.
Já considerado um novo Domingos de Oliveira, segundo o próprio Domingos, Matheus trata sobre teorias e perguntas “inexplicáveis” sob um ponto de vista muito particular – já que o protagonista é um tipo de alter ego seu, a là Woody Allen -. Como o amor não tem idade, sexo ou qualquer tipo de regras oficiais, vemos um casal de protagonistas tecendo diálogos sobre suas vidas, relembrando momentos inesquecíveis e outros que preferiam não lembrar jamais, de forma despretensiosa e engraçada. Apesar da pouca experiência, o jovem mostra uma boa pegada na direção usando poucos recursos de forma simples e bastante original. A escolha de Érika e Gregório não poderia ter sido melhor. Ambos parecem já se conhecerem a tempos e, mesmo bem diferentes fisicamente – a gatinha gostosinha e o feinho meio largado -, uma escolha proposital, obviamente, convencem como um casal de namorados “quase” adultos.
Divertido, bem engraçado e verdadeiro, Apenas o Fim faz um gostoso raio-x de um dos momentos mais preciosos de nossas vidas: o primeiro e verdadeiro amor. Como diria Tom, “Falar de amor é sempre clichê, mas fica sempre alguma coisa pra lembrar”. |