Cinema

‘Toy Story 5’ gera reações positivas e Tim Allen revela foco inédito na trama

A Pixar prepara-se para regressar ao baú de brinquedos com Toy Story 5, e as primeiras impressões indicam que o estúdio pode ter outro clássico em mãos. Com data de estreia marcada para 19 de junho de 2026, o filme já passa por exibições-teste, e os relatos iniciais de quem assistiu são extremamente positivos, apontando para mais um capítulo emocionante da amada franquia.

Reações Iniciais Elogiam ‘Filme Emocionante’

De acordo com informações do insider Skyler Schuler, uma exibição-teste do filme ocorreu em meados de outubro e gerou entusiasmo no público presente. “Aparentemente, houve uma exibição-teste de ‘Toy Story 5’ na semana passada, e os presentes adoraram”, escreveu Schuler. Ele acrescentou uma citação direta de um participante: “Mais uma vez, outro filme emocionante nesta franquia.”

Esse feedback positivo alinha-se ao histórico da franquia, uma das mais aclamadas da história da animação. Os quatro primeiros filmes mantêm uma média impressionante de 98,5% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. Até mesmo Toy Story 4, considerado por alguns o “mais fraco” da série, ainda ostenta uma taxa de aprovação de 96%. Se Toy Story 5 mantiver esse nível, o público terá um ótimo motivo para ir aos cinemas.

Jessie Assume o Protagonismo

Aumentando a expectativa, o ator Tim Allen, a voz original de Buzz Lightyear, revelou detalhes cruciais da trama durante uma participação no programa Jimmy Kimmel Live. Allen confirmou que Jessie, dublada por Joan Cusack, será a protagonista da nova história, que ele descreveu como um “reboot” para a série.

“Eles estão reiniciando tudo”, afirmou o ator (via Toonado.com). “É tudo sobre a Jessie, o que é muito legal. Ela está em apuros e precisa de ajuda. Estamos todos espalhados, então ela tem que reunir todo mundo.”

O Conflito: Brinquedos vs. Tecnologia

O filme acompanhará os personagens clássicos, como Woody e Buzz, lidando com o surgimento de novas tecnologias que desviam a atenção das crianças dos brinquedos tradicionais. Relatos anteriores indicam que a antagonista principal será Lilypad, um tablet com aparência de sapo, que será dublada por Anna Faris. A ideia de brinquedos tradicionais confrontando a tecnologia moderna é um tema intrigante, especialmente considerando o quanto os interesses infantis mudaram desde a estreia do primeiro filme, em 1995.

Sequência ‘Insana’ com 100 Buzz Lightyears

Allen também descreveu uma sequência específica que ele espera que entre na versão final do filme. “A coisa mais engraçada para mim é que há um acidente de avião como naquele filme do [Tom] Hanks [Náufrago]”, detalhou Allen. “Na ilha onde um avião do FedEx ou algo assim com 100 bonecos Buzz cai, e todos eles estão perdidos. É hilário. Eles estão tentando encontrar o caminho de volta, e há cem deles.”

Elenco e os Desafios de Bilheteria

Além de Tim Allen (Buzz) e Tom Hanks (Woody), o elenco de Toy Story 5 contará com os retornos de Joan Cusack (Jessie), Ernie Hudson (Combat Carl) e Tony Hale (Forky). Entre os novatos, juntam-se Conan O’Brien como um novo personagem chamado Smartypants e Anna Faris como a vilã Lilypad. O filme será escrito e dirigido por Andrew Stanton.

Apesar do otimismo, Toy Story 5 estreia em um cenário de bilheteria desafiador para a Pixar. O estúdio, antes uma garantia de sucesso, enfrentou dificuldades no período pós-COVID, com títulos como Lightyear tendo desempenho financeiro abaixo do esperado. Isso se deve, em parte, à estratégia da Disney de lançar filmes da casa diretamente no Disney+ durante a pandemia, o que mudou a percepção do público sobre os lançamentos de cinema.

No entanto, sequências numeradas provaram ser um ponto forte recente. O sucesso estrondoso de Divertida Mente 2, que arrecadou quase US$ 1,7 bilhão globalmente, mostrou que o público está disposto a superar a mentalidade do “espero sair no streaming” por franquias queridas, um bom presságio para Toy Story 5 em 2026.

Especiais

Zack Snyder Reafirma Legado de Cavill Enquanto DCU de James Gunn Reinventa Origem do Superman

O cineasta Zack Snyder relembrou recentemente seu tempo no universo DC, prestando uma homenagem ao ator Henry Cavill, enquanto o novo DC Universe (DCU), sob o comando de James Gunn, explora novas e sombrias origens para o Homem de Aço, sugerindo um papel central para o vilão Brainiac.

Tributo de Snyder a Henry Cavill

Para comemorar seu aniversário de três semanas na plataforma de mídia social Instagram, Zack Snyder agradeceu aos fãs pelo apoio e publicou uma nova foto impressionante de Henry Cavill como Superman. A imagem, em preto e branco, foi tirada durante as filmagens de “Batman v Superman: A Origem da Justiça” (2016). “Henry Cavill é o Superman. De BvS, fotografado com minha Noctilux 50mm monocromática. 3 semanas no Instagram, obrigado a todos”, escreveu Snyder na legenda.

O Fim de uma Era no DCEU

Cavill estrelou como Superman em todos os três filmes do DC Extended Universe (DCEU) dirigidos por Snyder: “O Homem de Aço” (2013), “Batman v Superman” (2016) e “Liga da Justiça” (2017 e 2021). Após um hiato, com exceção de participações especiais sem rosto, Cavill teve um retorno muito aguardado na cena pós-créditos de “Adão Negro” (2022). Esse retorno deveria sinalizar um papel maior para o ator na próxima fase do DCEU.

No entanto, esses planos foram abruptamente cancelados após James Gunn e Peter Safran assumirem a co-liderança do DC Studios. O DCEU foi encerrado para dar lugar a um universo compartilhado reiniciado, batizado de DC Universe (DCU).

A Nova Direção do DCU

No novo DCU, Cavill não retornou ao papel, sendo sucedido por David Corenswet no filme “Superman”, escrito e dirigido por Gunn. Lançado neste verão, o filme alcançou sucesso crítico e comercial, com uma sequência, “Man of Tomorrow”, já em desenvolvimento para um lançamento em 2027.

O novo filme estabelece uma mitologia radicalmente diferente. “Superman” de Gunn adiciona novas camadas às origens do herói e de Krypton, apresentando uma ousada reviravolta sobre seus pais kryptonianos e um Lex Luthor implacável, obcecado em atormentar e matar o Homem de Aço desde o início da carreira do herói.

Reformulando a Queda de Krypton

À medida que a história do DCU se expande, vilões clássicos podem ser revelados com conexões mais profundas com Kal-El. Historicamente, a destruição de Krypton teve várias explicações, desde instabilidade ecológica até ataques terroristas. Frequentemente, a culpa recai sobre um ato do destino agravado pela negligência.

No entanto, novas abordagens, possivelmente inspiradas em quadrinhos como “Superman: The Kryptonite Spectrum”, sugerem uma traição deliberada. O papel de Brainiac como o arquiteto da destruição de Krypton confere a ele uma camada de vilania que nenhuma versão anterior capturou totalmente. Ele deixa de ser uma inteligência alienígena distante coletando mundos por curiosidade e se torna a própria ferida autoinfligida de Krypton, a personificação da arrogância fatal de sua civilização.

Brainiac como o Vilão Definitivo

A ficção científica frequentemente explora o medo da criação que se volta contra o criador, como visto em Frankenstein, Skynet (O Exterminador do Futuro) e Ultron. Em Krypton, as mentes mais brilhantes deram origem à inteligência que decidiu que elas não eram dignas de sobreviver. Enquanto Lex Luthor representa a inveja humana e o General Zod reflete o militarismo kryptoniano, Brainiac incorpora o perfeccionismo frio e impiedoso.

Apesar de seu potencial, Brainiac raramente recebeu o mesmo destaque de Luthor ou Zod no cinema. A série “Krypton” (2018) provou que o vilão funciona em live-action. Com as reviravoltas introduzidas por Gunn, como a revelação de que os Els enviaram Superman à Terra como um conquistador, o vindouro “Man of Tomorrow” poderia naturalmente posicionar Brainiac como o antagonista definitivo para uma nova geração, o contraponto lógico e destacado da empatia do Superman.

Novos Projetos de Snyder

Enquanto o DCU segue sua nova trajetória, Zack Snyder foca em projetos diferentes. Após dirigir “Army of the Dead” (2021) e a duologia “Rebel Moon” (2023-24) para a Netflix, o próximo filme de Snyder será um drama de guerra mais contido, “The Last Photograph”, atualmente em produção.

Cinema

A Nova Era dos X-Men: O Futuro Incerto nos Quadrinhos e a Chegada ao MCU

Os X-Men se encontram em um momento decisivo, definindo não apenas o futuro da Marvel Comics, mas também sua integração definitiva ao Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Após seis décadas de altos e baixos, incluindo secas criativas e a controversa substituição dos mutantes pelos Inumanos nos anos 2010, a franquia busca solidificar sua posição. Os temas de sobrevivência do grupo garantem sua relevância, mas a pressão por inovação, tanto nas páginas quanto nas telas, nunca foi tão alta.

A Próxima Fase nas HQs

O ápice moderno dos mutantes foi a era House of X / Powers of X, que revolucionou seu lugar no universo Marvel. No entanto, esse impulso foi perdido e a utopia mutante desmoronou. Atualmente, enquanto a saga Age of Revelation de 2025 se desenrola sem grande impacto, a Marvel já anuncia seu próximo capítulo: Shadows of Tomorrow, programado para começar em 2026. A iniciativa visa restaurar a centelha de inovação que tornou os X-Men uma força cultural.

Os Planos para ‘Shadows of Tomorrow’

Esta nova fase começará diretamente após os eventos de Age of Revelation, com X-Men #23 servindo como epílogo. Uma série de títulos, contínuos e limitados, acompanhará a luta dos X-Men para evitar um futuro distópico. Entre os confirmados estão Inglorious X-Force, com Cable recrutando Hellverine e Arcanjo; Generation X-23, unindo Laura e Gabby Kinney; e Magik and Colossus #1, levando os irmãos Rasputin à Rússia. Minisséries solo de Tempestade, Vampira, Ciclope e Deadpool também estão planejadas, com o objetivo de retornar os mutantes ao seu papel tradicional de heróis marginalizados e caçados.

A Urgência por Novos Sucessos

A Marvel precisa urgentemente de mais HQs inovadoras. O segundo Universo Ultimate, iniciado em 2023, foi o maior sucesso recente da empresa, graças à promessa de uma conclusão definida e separada da complexa continuidade da Terra-616. Contudo, a Marvel confirmou na New York Comic Con de 2025 o fim desta linha, levantando questões sobre o que a substituirá.

O Risco do ‘Status Quo’

A decisão de encerrar a linha Ultimate expõe a fragilidade da direção criativa da Marvel. Fora desse sucesso, a maioria dos títulos principais tem lutado para manter relevância. Age of Revelation não teve o impacto esperado, e o anúncio prematuro de Shadows of Tomorrow apenas sublinha isso. Os leitores estão cansados de “novas eras” que apenas retornam ao status quo. Se a próxima fase falhar, futuros relançamentos enfrentarão ceticismo extremo.

A Conexão Crítica com o Cinema

O timing desta nova era nos quadrinhos é crítico. O MCU está focado em Avengers: Doomsday e Avengers: Secret Wars para os próximos dois anos. A Fase 7 do MCU deve lançar a aguardada “Saga Mutante”. Shadows of Tomorrow (de 2026) tem a chance de fornecer material fonte para essas futuras histórias, mas se falhar, os quadrinhos podem acabar apenas seguindo o que os filmes definirem. Idealmente, as HQs devem liderar, e o sucesso desta nova era determinará se a Marvel Comics ainda controla seu destino criativo.

A Confusa Linha do Tempo dos Filmes

Enquanto o futuro dos quadrinhos é incerto, nos cinemas a franquia X-Men, uma das mais longas da Marvel, também passou por uma reestruturação. A cronologia dos filmes sempre foi um desafio para os fãs, e a situação ganhou novos contornos com o lançamento de Deadpool 3 em 2024 e o eventual reboot dos mutantes dentro do MCU.

Ordem Cronológica para Entender

Para organizar a franquia cinematográfica existente (produzida pela Fox), que já foi concluída, a ordem cronológica dos eventos (e não a de lançamento) é a mais indicada para entender a saga:

  • X-Men: Primeira Classe (2011)

  • X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014)

  • X-Men Origens: Wolverine (2009)

  • X-Men: Apocalipse (2016)

  • X-Men: Fênix Negra (2019)

  • X-Men – O Filme (2000)

  • X-Men 2 (2003)

  • X-Men – O Confronto Final (2006)

  • Wolverine: Imortal (2013)

  • Deadpool (2016)

  • Deadpool 2 (2018)

  • Os Novos Mutantes (2020)

  • Logan (2017)

  • Deadpool 3 (2024)

O Papel Cumprido por ‘Deadpool 3’

A grande questão, que foi respondida em 2024, era onde Deadpool 3 se encaixava. O filme serviu como a ponte oficial entre o universo X-Men da Fox e o Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Sendo a terceira aventura do mercenário tagarela, o longa foi um dos mais aguardados de 2024, exatamente por ter tido a missão de integrar esses personagens à linha do tempo principal da Marvel Studios, abrindo caminho para o futuro reboot da equipe.